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Baía de Guanabara continua poluída a dois anos dos Jogos Olímpicos

por Mäyjo, em 09.12.14

Baía de Guanabara continua poluída a dois anos dos Jogos Olímpicos (com FOTOS)

A dois anos dos Jogos Olímpicos do Brasil, a Baía de Guanabara, que deverá (ou melhor, deveria) receber a competição de vela, continua cheia de lixo, entulho e todo o tipo de poluição.

A baía, que é um dos grandes símbolos do Rio de Janeiro, um lugar icónico várias vezes pintado e cantado pelos artistas, continua a receber a água dos esgotos – a poluição industrial e humana é um dos grandes problemas da cidade brasileira.

De acordo com o secretário de estado adjunto para o Meio Ambiente do Rio, apenas 34% dos esgotos da cidade são tratados – a parte restante é enviada para a água.

Se a baía de Guanabara permanecer poluída, a organização terá de encontrar um novo local para receber as provas de vela, canoagem, remo e natação de longa distância.

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publicado às 23:30

Portugal quer exportar energia renovável para a União Europeia

por Mäyjo, em 09.12.14

Portugal quer exportar energia renovável para a União Europeia

A União Europeia (UE) não deverá conseguir atingir as metas de clima e energia definidas até 2030 a custos que sejam suportáveis para os consumidores, a menos que compre energia renovável a Portugal e Espanha. Estes países são dos mais abundantes em vento e sol da UE e, como tal, são os locais mais baratos para produzir energia renovável.

Baseado neste pressuposto, o Governo de Portugal enviou uma proposta inédita para Comissão Europeia: a exportação de energia renovável para o espaço comunitário. Na semana passada, o ministro do Ambiente e da Energia, Jorge Moreira da Silva, enviou uma carta para os comissários europeus onde propõe uma meta vinculativa de 25% de capacidade de interligação das redes eléctricas entre os Estados-membros até 2030.

“É um assunto prioritário”, afirma o ministro. Dada a “necessidade de transferência física, entre Estados-membros, da electrificação produzida por fontes renováveis” a custos eficientes, acrescenta Moreira da Silva na carta citada pelo Público.

A discussão sobre a quantidade a ambição das metas vinculativas do novo pacote de clima e energia – redução das emissões de dióxido de carbono, consumo de energia de fontes renováveis e eficiência energética -, que vão de 35% a 40%, têm dividido os países e a Comissão. O Reino Unido e a Polónia são alguns dos países que defendem apenas uma meta, de maneira a terem margem de manobra para explorar carvão e gás de xisto, com adição de os britânicos consideram que as novas linhas de muito alta tensão vão encarecer a electricidade.

Às três metas Portugal quer acrescentar a capacidade de interligação eléctrica, quer ver definida em 25%, para que as interligações deixem de ser uma preocupação exclusiva da Península Ibérica e passem a ser de âmbito comunitário.

Foto:  Diogo O. (TheRocky41) / Creative Commons

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publicado às 19:38

Empresa portuguesa desenvolve software que permite detectar fugas de água e analisar consumo

por Mäyjo, em 09.12.14

Empresa portuguesa desenvolve software que permite detectar fugas de água e analisar consumo

A ISA – Intelligent Sensing Anywhere – desenvolveu um novo software que permite às entidades gestoras de sistemas de abastecimento de águas detectar fugas e analisar o consumo automaticamente.

Além de obter informação detalhada sobre os consumos em cada zona de medição e controlo e dos clientes que estão associados a essa mesma zona – soluções que os sistemas de telemetria já possibilitavam -, o Kisense Water permite detectar fugas de água e permite o cruzamento e análise automática da informação recolhida e a análise inteligente de caudais nocturnos, refere a ISA em comunicado.

Actualmente, “as perdas de água e os consumos não facturados representam uma percentagem significativa da água consumida nas redes e, consequentemente um custo preocupante para as entidades gestora de águas”, lê-se no documento. A média das perdas na rede nacional ascende a 30%.

Desta forma, o software desenvolvido pela tecnológica nacional, com sede em Coimbra, permite às entidades gestoras a redução dos custos associados à fiscalização de usos não autorizados, a redução dos custos associados à leitura dos contadores e a melhoria da gestão dos parques de contadores e as relações com os clientes.

Foto:  nucce / Creative Commons

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publicado às 14:29

Os extremos da poluição na China

por Mäyjo, em 09.12.14

Os extremos da poluição na China (com FOTOS)

As vagas de nevoeiro causado pela intensa poluição, conhecido como smog, são uma constante na China. Contudo, no último ano e já no início deste, estas vagas têm-se tornado cada vez mais frequentes e afectam cada vez mais cidades.

O norte da China é a região mais afectada pelo smog, mas os ventos transportam a poluição para o resto país e até para outras nações, nomeadamente os Estados Unidos.  As cidades com o maior índice de poluição encontram-se em Hebei, a região industrial que circunda Pequim.

Nesta última semana, Pequim e outras seis províncias do norte foram afectadas por uma nova vaga de smog, refere o Guardian. A concentração de partículas por milhão do tipo 2,5 – as que são pequenas o suficiente para penetrarem no tecido pulmonar e na corrente sanguínea – atingiram os 505 microgramas por metro cúbico em alguns dias desta semana. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que este tipo de partículas não ultrapasse os 25 microgramas por metro cúbico.

As autoridades chinesas introduziram já várias regras e medidas – e também promessas – para melhorar a qualidade do ar. Contudo, o problema continua a agravar-se. Existem já cidadãos que estão a processar o Governo chinês, por considerarem que os governantes não estão a fazer o que deviam para reduzir a poluição do ar. O primeiro queixoso chama-se Li Guixin, que vive em Shjiazhuang, a capital da província de Hebei.

China Pollution

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Foto:  Honza Soukup / Creative Commons

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publicado às 12:58

Lixo poderá representar 16% da energia da União Europeia até 2030

por Mäyjo, em 09.12.14

Lixo poderá representar 16% da energia da União Europeia até 2030

Os resultados de um novo estudo concluem que os biocombustíveis sustentáveis têm um enorme potencial em reduzir as emissões e importações de combustíveis fósseis, impulsionando a economia rural em €11 mil milhões, revela o The Guardian.

De acordo com um relatório conjunto do sector e de organizações não-governamentais, os combustíveis feitos a partir de materiais residuais poderão substituir 16% de todos os combustíveis fósseis usados nas estradas europeias no ano de 2030.

A pesquisa – apoiada pela British Airways, Novozymes, World Wide Fund for Nature e Virgin Airways – revela que há um potencial ainda inexplorado para que os desperdícios sustentáveis provenientes de explorações agrícolas, florestas, residências e da indústria possam ser transformados em combustível.

A investigação rejeita a ideia de que há quantidades insuficientes de material orgânico que possam contribuir significativamente e a baixo custo para a satisfação da procura de combustíveis para os transportes.

Os investigadores calcularam que os europeus geram 900 milhões de toneladas de papel usado, alimentos, madeira e material vegetal todos os anos, aproximadamente um quarto dos quais – cerca de 220 milhões de toneladas – está disponível para o consumo de energia, desde que medidas de sustentabilidade sejam postas em prática.

A análise indica ainda que esta grande quantidade de resíduos poderá produzir combustível suficiente para substituir 37 milhões de toneladas de petróleo importado por ano até 2030, criando uma indústria que em plena capacidade conseguiria ter 300 mil postos de trabalho e poupar de forma significativa os gases de efeito estufa.

Foto: Editor B / Creative Commons

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publicado às 12:55

Seca na Califórnia: antes e depois

por Mäyjo, em 09.12.14

1Seca na Califórnia: antes e depois (com FOTOS)

Em Janeiro de 2014, quando metade do mundo tentava sobreviver às inundações e chuva intensa, a Califórnia decretou o estado de emergência pelos motivos contrários. A seca levou as reservas de água do estado para mínimos históricos – menos de 35%, quando em Outubro último encontravam-se a 75%.

Em março, a chuva voltou – torrencial, na verdade –, mas foi insuficiente para repor os níveis de água a condições normais.

As fotos publicadas neste artigo foram disponibilizadas pela California Department of Water Resources e mostram como a água será, provavelmente, o bem mais escasso deste Estado nos próximos tempos.

Enquanto a Europa e parte da América tenta controlar as inundações e chuva, o estado do oeste americano luta contra a seca. É este o mundo em que (cada vez mais) vivemos.

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publicado às 12:47

Agricultura biológica - algumas dicas muito básicas

por Mäyjo, em 09.12.14
Horta experimental em mandala
Estas são umas dicas mesmo muito básicas, de principiante para principiante em agricultura biológica! Se já é entendido na matéria, por certo não vai aprender aqui, mas pode dar as suas sugestões e correções em comentário.

O princípio fundamental da agricultura biológica  é o respeito pela natureza e a estrita proibição de pesticidas ou adubos químicos de síntese. O solo é também um dos pilares fundamentais: ao contrário da agricultura "tradicional" que empobrece e mata o solo, com a prática da agricultura biológica o solo é enriquecido. Toda a matéria orgânica não consumida é devolvida ao solo (e mesmo parte da consumida: o estrume). Com compostagem ou sem compostagem (adubação verde).

A agricultura biológica baseia-se na biodiversidade: para além de  certas plantas atuarem como "defensoras" ou "ajudantes" de outras (consociações), se ocorrer uma devastação de uma espécie, por doença, praga ou intempérie, há uma grande probabilidade de outras espécies resistirem e não haver grandes perdas.

 
Abelhão na for da couve
 A agricultura biológica depende de uma miríade de insetos polinizadores, como as abelhas, e de insetos predadores de outros insetos "vegetarianos", cujo exemplo paradigmático é a joaninha, uma feroz devoradora de pulgões e outras pragas que atacam as plantas. Por isso, e porque a joaninha é extremamente sensível e só aparece onde não há aplicação de pesticidas, ela é usada como símbolo na agricultura biológica. Para os atrair, certas flores (como os cravos-de-tunes) e as plantas aromáticas  são fundamentais.
 
(texto extraído daqui, onde também falei de agricultura natural e ecológica)
 
Para quem se quer iniciar na agricultura biológica, ficam aqui algumas dicas básicas, bem como algumas fotos da minha primeira horta, que iniciei em Dezembro de 2011. Mas sem dúvida que um pequeno curso teorico-prático é uma grande ajuda para começar bem. 

 
Canteiro coberto com palha
Solo: Para além das características físicas (textura, estrutura,...), ou químicas (pH, nutrientes - azoto, fósforo, potássio,...), as características biológicas do solo são importantíssimas. O solo é composto por materiais inorgânicos, ar, água e matéria orgânica.  A matéria orgânica, essencial, é composta pela parte já decomposta (humus), pela parte em decomposição (chamada parte ativa), pelos restos frescos de seres vivos (folhas, raízes, animais) e pelos próprios seres vivos. A olho nu, pode-se avaliar o seu potencial biológico pela cor - quanto mais escuro, mais matéria orgânica (por norma).
 
Não se deve revolver o solo a mais de 10 cm de profundidade (há aqui algumas discordâncias, mas ficam para outra altura), porque isso destrói a sua biocapacidade. Também não se deve deixar o solo que foi revolvido às intempéries: sempre que possível, deve ser coberto com palha ou outras plantas usadas para a adubação verde, protegendo-o do sol e da erosão.
 
Fertilização do solo: através do estrume ou composto (resultante da compostagem doméstica ou industrial de resíduos orgânicos). Deve-se ter cuidado com a altura da fertilização, especialmente se for feita com estrume, pois se as plantas estiverem já semeadas ou plantadas não deve ser usado o estrume, e o composto só com precaução, dependendo da espécie e da fase (vegetativa ou reprodutiva). O estrume deve ser sempre usado algum tempo antes da plantação, para não causar choque às plantas e para dar tempo que bactérias fecais nocivas morram.
 
Cravos-de-tunes e cosmos
Adubação verde: certas plantas são muito úteis para enriquecer o solo através da sua trituração e incorporação no mesmo, especialmente leguminosas, que vivem em simbiose (nas raizes) com micro-organismos (Rhizobium) que sintetizam compostos de azoto a partir do azoto do ar. Servem também para cobrir o solo protegendo-o.
- A tremocilha, uma leguminosa, é um bom exemplo para adubação verde, que deve ocorrer após a floração, mas antes da vagem ter sementes desenvolvidas. Corta-se, deixa-se secar cobrindo a terra, e  depois incorpora-se na mesma.
- Os cravos-de-tunes (ou cravos xaropes) são óptimos para bordadura e para afastar certas pragas. Devem ser enterrados na terra após o seu ciclo anual, pois ajudam a manter afastados do solo nemátodos indesejáveis.
 
Borboleta-zebra nas zínias
Biodiversidade: A biodiversidade na horta é essencial para que haja maior resistência a picos de clima ou a pragas. Mesmo as ervas a que chamamos daninhas ou infestantes têm o seu papel: umas são comestíveis (beldroegas, ançarinha-branca), outras enriquecem a terra (trevo), outras são excelentes "pesticidas" (urtiga), outras aceleram a compostagem (urtiga, consolda) e muitas são medicinais (dente-de-leão, labaça, quelidónia-maior, carrajó, urtiga).
Os melros e estorninhos comem caracóis e lesmas,  mas precisam de ser chamados com certas árvores de fruta, como por exemplo ameixoeiras. Há que deixar uma parte dos frutos para os pássaros que ajudam a combater certas pragas; mais vale perder parte dos frutos do que a produção. 
 
consociação alho-francês, alface, cenoura, couve
Consociação: aproveitamento do mesmo terreno, por duas ou mais culturas diferentes, na mesma época. Muitas espécies podem ser associadas entre si, porque se beneficiam mutuamente - consociações favoráveis ou positivas. Mas também há consociações  desfavoráveis ou negativas.
As flores e plantas aromáticas são essenciais nas hortas para atrair insectos úteis e para repelir pragas.  Veja tabelas de consociações aqui, e relacionados com plantas aromáticas e insetos no Cantinho das Aromáticas  e exemplos aqui.
- A hortelã é uma planta muito útil para afastar insectos indesejáveis, mas deve estar plantada em vaso porque é invasora.
- A erva príncipe é um óptimo repelente de insectos indesejáveis (sobretudo para quem tem cães - ver aqui), e dá para fazer um chá delicioso, mas é bastante sensível ao frio.
 
Calêndula
 
-  A calêndula, usada em bordaduras, além de atrair insetos úteis, é repelente de certos insetos nefastos para a horta, e tem ainda a vantagem de ter pétalas comestíveis, que embelezam qualquer salada (usadas sobretudo em "alta cozinha").
- Os cravos-de-tunes (ou cravos xaropes) são ótimos para afastar certas pragas incluindo nemátodos indesejáveis no solo. Podem ser enterrados na terra após o seu ciclo anual.
- Nos pomares, a cobertura do solo com trevo ou azevém é indicada.
 
Bordadura com flores e aromáticas
 
Sebes: Vedações de árvores e arbustos que cercam campos agrícolas. São utilizados na agricultura biológica para fomentar a biodiversidade e proteção da erosão causada pelo vento e prevenção da perda de água. A sua altura depende da dimensão da horta, e não a deve ensombrar demais, pois precisa de sol.
 
Bordaduras:  pequenas sebes ou remates de canteiros com plantas aromáticas ou com flores, com a função de repelir insectos indesejáveis e atrair insectos polinizadores (úteis). Por exemplo, de  alecrim, alfazema,  tomilho,  zíniascosmoscravos-de-tunes, etc. (ver exemplo aqui).

Colhido na horta 
Rotação de Culturas: Uma das práticas ancestrais na agricultura, fundamental na produção em modo biológico, que implica uma alternância de culturas conforme a família, espécie e caraterísticas da planta, de forma a enriquecer o solo e a melhorar as colheitas (veja mais aqui). *
 
Mais informação sobre agricultura sustentável aqui.
 
Fonte: Sustentabilidade é Acção http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com/

 

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publicado às 12:39

Universidade de Coimbra investiga utilização de bombas geotérmicas em países mediterrânicos

por Mäyjo, em 09.12.14

Universidade de Coimbra investiga utilização de bombas geotérmicas em países mediterrânicos (com VÍDEO)

Muito utilizadas nos países nórdicos, por razões óbvias, as bombas de calor não têm recolhido muito interesse dos consumidores dos países mediterrânicos, entre os quais Portugal. Um projecto da União Europeia, porém, está a testar a eficiência das bombas geotérmicas em países junto ao mediterrâneo e com climas mais amenos.

Portugal – e, especificamente, Coimbra – foram escolhidos para a experiência. Como não poderia deixar de ser, a universidade da cidade foi envolvida no projecto. “Pretendemos desenvolver equipamentos com uma eficiência energética muito elevada – muito maior do que a actualmente utilizada nos edifícios”, explicou ao Economia Verde Aníbal Traça de Almeida, investigador da Universidade de Coimbra.

O edifício da Administração Geográfica do Centro foi a cobaia do projecto. Aqui, está a ser instalada uma bomba geotérmica que permite extrair a energia térmica acumulada no subsolo e utilizá-la para a climatização dos edifícios, quer seja Verão ou Inverno. “O subsolo é um reservatório infinito – praticamente – de energia térmica, à temperatura constante. Mesmo num dia muito frio, com temperatura a 0ºC, a temperatura do subsolo encontra-se a 16ºC”, explica o professor Traça de Almeida.

Assim, no Inverno o objectivo passa por ir buscar calor ao subsolo – aos tais 16ºC. No Verão, faz-se o oposto. Vai procurar-se frio – os tais 16ºC – ao subsolo.

Na instalação-piloto de Coimbra, os vários estudos já efectuados demonstram que a bomba geotérmica permite reduzir os consumos de electricidade em mais de 50% face às alternativas tradicionais.

“Com uma unidade de electricidade produzimos seis de energia térmica, é esse o nosso desempenho médio. É um bom negócio”, conclui o professor de Coimbra. “Nos vulgares aquecimentos a óleo, uma unidade de electricidade produz uma de calor. Nesta, com uma unidade de electricidade temos seis de calor”, continua o responsável.

Segundo o Economia Verde, serão investidos €4,3 milhões neste sistema de armazenamento de energia. Edifícios de grandes dimensões, como os hospitais, serão os principais beneficiários desta estratégia.

O objectivo é que países como Portugal sigam o exemplo nórdico: na Suécia há já mais de 1 milhão de bombas de calor, e na Dinamarca, único país europeu que exporta gás natural, desde 2012 que são proibidas caldeiras a gás.

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publicado às 12:27

Shell adia planos para perfurar Árctico

por Mäyjo, em 09.12.14

Shell adia planos para perfurar Árctico

A petrolífera Shell anunciou no final de janeiro que vai adiar a perfuração no Árctico do Alaska, prevista para este ano, reduzindo, paralelamente, o investimento global em exploração em €9 mil milhões (R$ 29,8 mil milhões), de €46 mil milhões para €37 mil milhões (de R$ 152 mil milhões para R$ 122 mil milhões).

Segundo o novo CEO da empresa, Ben van Beurden, o desinvestimento tem como pano de fundo uma série de iniciativas que retratam a “perda de momentum” da empresa. Como o Green Savers adiantou na semana passada, a Shell apresentou lucros abaixo do esperado em 2013 – uma redução de 71%.

A decisão da Shell de adiar as perfurações no Alaska foi recebida com entusiasmo pelos ambientalistas. “Não é agradável dizê-lo”, explicou van Beurden, “mas a falta de um caminho claro [neste processo] significa que não estou preparado para comprometer mais recursos para a perfuração do Alaska em 2014”.

De acordo com o activista Charlie Kronick, da Greenpeace Arctic, a Shell gastou “enormes quantidades de tempo e dinheiro num projecto que não lhe acrescentou nada excepto má reputação e incompetência”.  “A única decisão razoável foi a de van Beurden, que decidiu diminuir as perdas da empresa e afastar planos futuros de perfurar o Árctico remoto”.

Foto:  zieak / Creative Commons

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publicado às 12:23


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